"Clama ao Senhor, ó povo de Sião; corram as tuas lágrimas como um ribeiro, de dia e de noite; não te dês repouso, nem descansem os teus olhos. Levanta-te, clama de noite, no princípio das vigias; derrama o coração como águas diante do Senhor! Levanta tuas mãos a ele pela vida de teus filhinhos, que desfalecem [...] nas esquinas das ruas?" (Lamentações 2.18-19)
A oração de lamento é parte demasiadamente importante da espiritualidade cristã no enfrentamento da realidade. Primeiro ela nos mostra com clareza a dureza da existência, sem idealizações, sem romantismos, sem subterfúgios, sem alienações. A Palavra de Deus nos ensina: olhe bem para a vida e não aceite nada que tente falsificar o real.
Em segundo lugar a oração de lamento desconstrói a ideia de que a pessoa de fé está livre das mazelas e vicissitudes, derruba a falso entendimento de que existe um lugar que se está totalmente protegido e livre das dores do mundo. Assim a fé fincada nesse chão duro da realidade, não se torna fuga ou falseamento do sofrimento, mas sim, enfrentamento, aceitação, perseverança e paciência e haja paciência.
Por último tal oração nos ensina que Deus é Deus de todas as horas: dos tempos de alegria e também dos tempos de tristeza. Deus é Deus no dia do nascimento e no dia da morte, no dia do riso e no dia das lágrimas, na hora da festa e na hora do luto. Se não compreendermos isso, se não acolhermos essa verdade dentro do nosso coração a nossa fé poderá se tornar num monte de decepção.
Quando uma pessoa motivada pela angústia e sofrimento - muitos deles incompreensíveis - achega-se Deus com a alma escancarada, com coração quebrantado e contrito, significa que sua dor é real e que seu coração está ferido de fato, todavia é aos pés do Senhor que ela está buscando alívio e consolação. Ao buscar o Deus da verdade tal pessoa se recusa a ser tratada com remédios que não curam, não aceita conselhos apressados e soluções triviais, dessa forma ela é humanizada pois olhou para a dor nos olhos e a acolheu e se permitiu se sensibilizar, e o coração sangrar e as lágrimas caírem, diante de Deus, diante da vida.
Quando oramos orações de lamento quando está doendo, quando estamos com medo e angústia e está apertando o peito nos identificamos com o Cristo que na cruz clamou: "Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?" O desamparo é o sentimento quase que normal na hora do sofrimento mais agudo, mas Deus continua sendo o Meu Deus. Negar o sofrimento, buscar soluções fáceis, fingir que o caos não está presente são posturas que não são emocional, psicológica e espiritualmente saudáveis e atrapalham a caminhada e o crescimento de qualquer um, de qualquer uma.
Deus nunca prometeu dias fáceis pra ninguém, mas Ele prometeu estar presente em todos os momentos. Enxergar Deus no meio do caos é um gigantesco desafio. Tal busca passa pelas orações de lamento ao Deus de misericórdia que se revelou em graça através de Jesus, homem experimentado nos sofrimentos, que nunca rejeitará um coração quebrantado e contrito. Kyrie Eleison! Com carinho, Laurencie.
A oração de lamento é parte demasiadamente importante da espiritualidade cristã no enfrentamento da realidade. Primeiro ela nos mostra com clareza a dureza da existência, sem idealizações, sem romantismos, sem subterfúgios, sem alienações. A Palavra de Deus nos ensina: olhe bem para a vida e não aceite nada que tente falsificar o real.
Em segundo lugar a oração de lamento desconstrói a ideia de que a pessoa de fé está livre das mazelas e vicissitudes, derruba a falso entendimento de que existe um lugar que se está totalmente protegido e livre das dores do mundo. Assim a fé fincada nesse chão duro da realidade, não se torna fuga ou falseamento do sofrimento, mas sim, enfrentamento, aceitação, perseverança e paciência e haja paciência.
Por último tal oração nos ensina que Deus é Deus de todas as horas: dos tempos de alegria e também dos tempos de tristeza. Deus é Deus no dia do nascimento e no dia da morte, no dia do riso e no dia das lágrimas, na hora da festa e na hora do luto. Se não compreendermos isso, se não acolhermos essa verdade dentro do nosso coração a nossa fé poderá se tornar num monte de decepção.
Quando uma pessoa motivada pela angústia e sofrimento - muitos deles incompreensíveis - achega-se Deus com a alma escancarada, com coração quebrantado e contrito, significa que sua dor é real e que seu coração está ferido de fato, todavia é aos pés do Senhor que ela está buscando alívio e consolação. Ao buscar o Deus da verdade tal pessoa se recusa a ser tratada com remédios que não curam, não aceita conselhos apressados e soluções triviais, dessa forma ela é humanizada pois olhou para a dor nos olhos e a acolheu e se permitiu se sensibilizar, e o coração sangrar e as lágrimas caírem, diante de Deus, diante da vida.
Quando oramos orações de lamento quando está doendo, quando estamos com medo e angústia e está apertando o peito nos identificamos com o Cristo que na cruz clamou: "Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?" O desamparo é o sentimento quase que normal na hora do sofrimento mais agudo, mas Deus continua sendo o Meu Deus. Negar o sofrimento, buscar soluções fáceis, fingir que o caos não está presente são posturas que não são emocional, psicológica e espiritualmente saudáveis e atrapalham a caminhada e o crescimento de qualquer um, de qualquer uma.
Deus nunca prometeu dias fáceis pra ninguém, mas Ele prometeu estar presente em todos os momentos. Enxergar Deus no meio do caos é um gigantesco desafio. Tal busca passa pelas orações de lamento ao Deus de misericórdia que se revelou em graça através de Jesus, homem experimentado nos sofrimentos, que nunca rejeitará um coração quebrantado e contrito. Kyrie Eleison! Com carinho, Laurencie.

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